Manifestações pelo 1º de Maio terminam em violência na Colômbia

DA EFE, EM BOGOTÁ

Passeatas convocadas por centrais sindicais para marcar o Dia do Trabalho terminaram em distúrbios em algumas cidades da Colômbia, onde manifestantes entraram em confronto com policiais e depredaram caixas eletrônicos e comércios. Há registro de feridos, mas não foi divulgado um número oficial.

Em Bogotá, os distúrbios ocorreram na área da praça de Bolívar, quando jovens começaram a lançar pedras e explosivos de fabricação caseira. A polícia revidou atirando bombas de gás lacrimogêneo contra a multidão.

Fernando Vergara/Associated Press
Manifestante corre para escapar de gás lacrimogêneo durante protesto em Bogotá
Manifestante corre para escapar de gás lacrimogêneo durante protesto nas ruas de Bogotá

Apesar da violência, que durou cerca de uma hora, a passeata conseguiu chegar ao destino final, e a praça de Bolívar — onde ficam o Congresso, o Palácio da Justiça, a Prefeitura e a Catedral de Bogotá, além de ser próxima da sede presidencial colombiana– teve que ser esvaziada pela polícia.

“É triste ver que a polícia usou a força contra os manifestantes”, disse a jornalista Clara López, presidente do Pólo Democrático Alternativo (PDA, de esquerda).

Em Medellín (noroeste) e em Cali (sudoeste), também foram registrados incidentes menores com a polícia, enquanto em Bucaramanga (noroeste) também houve uso de explosivos e danos a alguns comércios.

As manifestações visam melhores condições de trabalho e aumento de salários. Horas antes das manifestações, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, reiterou seu compromisso com os trabalhadores do país e disse seu governo prioriza “a dignidade e a qualidade de vida, além do diálogo construtivo”.

“Nosso compromisso é com o diálogo, um diálogo direto e eficiente com sindicatos e organizações sociais e, sobretudo, com a proteção da dignidade e da qualidade de vida dos trabalhadores”, disse Santos em uma mensagem para marcar o Dia Internacional do Trabalho.

Ele disse ainda que seu governo “está convencido da necessidade de se ter uma classe trabalhadora bem-remunerada”.

Fonte: Folha.com

“Folha Mundo” – Publicado em 01/05/2011 às 19h45

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