Brasil entra na era da gestão

por Luis Nassif

Terminada a cerimônia de posse do Conselho da Câmara de Gestão, Desempenho e Produtividade, fui cumprimentar o grande capitão Jorge Gerdau, indicado presidente do Conselho.

São quatro representantes do setor privado – Gerdau, Abilio Diniz, do Pão-de-Açúcar, Antonio Maciel, da Suzano e Felipe Reichstull, ex-presidente da Petrobras – mais os Ministérios da Fazenda, Planejamento, Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Ciência e Tecnologia.
Sua missão será mapear os principais processos públicos, levando recomendações para seu aprimoramento.

O grande capitão da qualidade estava emocionado. Abraçou-me e balbuciou: “há quantos anos estamos nessa guerra, vinte, trinta… Finalmente o governo descobriu a gestão”.

Foi no governo Collor, ainda, que soube da existência dos programas de qualidade, da metodologia japonesa da qualidade total, que começara a ser implementada. Quem me informou da boa nova foi Antônio Maciel, na época trabalhando com Dorothea Werneck. A notícia era como uma luz no fim do túnel.

De lá para cá pouca água rolou. No governo FHC as tentativas de José Paulo Silveira para organizar o orçamento esbarraram na falta de vontade atávica do presidente. Os movimentos estaduais pela qualidade multiplicavam-se, sob a batuta de Gerdau. Mas sensibilizavam poucos governantes: Minas Gerais, Espírito Santo, depois Pernambuco, Rio de Janeiro. Nada de São Paulo.

No governo federal, a noção de gestão foi retomada com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), acertando e aprimorando as experiências pioneiras de Silveira.

De 2006 para cá houve feitos expressivos, especialmente no INSS, graças ao trabalho fundamental de Nelson Machado. Como pontuou a Ministra do planejamento Mirian Belchior, houve avanços no pregão eletrônico, na unificação da fiscalização da Receita e do INSS, na unificação do sistema de documentos portuários.

Agora, haverá o grande salto com a integração das áreas públicas e privadas.

Segundo Mirian Belchior, chegou a hora de discutir ações estratégicas para inovação em gestão pública voltada para resultados, novas tecnologias de gestão, a ampliação do uso da tecnologia da informação, do uso de indicadores, da ampliação da meritocracia e da valorização do servidor publico.

Em seu discurso, Dilma considerou a criação da Câmara “um dos momentos fundamentais na definição de meu governo”. Lembrou que, no bojo da revolução industrial, a Inglaterra construiu uma nova estrutura de estado, tendo à frente um grupo de empresários. O mesmo ocorreu com Estados Unidos e Alemanha, antes da Segunda Guerra, assim como o Japão e, mais recentemente, a China.

Em seu discurso, Gerdau lembrou: “O Brasil tem conhecimento das ferramentas de gestão. Mas sem liderança forte, gestão não avança. Hoje existe a liderança forte”.

No fim, restaram os ecos da mensagem de Dilma: “Quando sair do governo quero responder a todos se estou entregando um pais melhor que recebi. Cada um de nós, em sua área, terá que responder a isso também”.

Fonte: Araraquara.com

“Blog do Luis Nassif” – Publicado em 12/05/2011 às 03h00

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