Trabalhadores classificam proposta do Metrô como “inaceitável” e reforçam possibilidade de greve para amanhã (01/06)

Janaina Garcia
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Terminou sem acordo no final da manhã desta terça-feira (31) uma reunião entre representantes dos trabalhadores do metrô paulistano e a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) diante da ameaça de uma greve no setor, marcada para a 0h de amanhã (1º). Em nota, o Sindicato dos Metroviários do Estado classificou a proposta feita pela empresa como “inaceitável” e deixou a decisão para a assembleia que está marcada para 18h30.

O Metrô propôs adicional de 1% no reajuste dos salários, mais os 6,39% do índice calculado pelo IPC/Fipe, que havia sido oferecido aos vencimentos mensais –e recusado pelos funcionários em assembleia na última quinta-feira (26). A categoria quer reajuste de 10,79%, segundo o IGPM.

A empresa ainda manteve a proposta de reajuste de 6,39% no vale refeição (a reivindicação dos trabalhadores é de 13,9%) e vale-alimentação de R$ 120 (contra os atuais R$ 100), enquanto o sindicato pleiteia aumento para pouco mais de R$ 311.

Na reunião de hoje, o Metrô ainda informou que não vai atender reivindicações como a licença-maternidade de seis meses e a participação nos resultados (PR) igualitária, um dos pontos da pauta. No caso da PR, a empresa sugeriu reajuste de 6,2%.

As negociações se arrastam desde o último dia 5, em sete rodadas. Na nota divulgada no início desta tarde, o sindicato afirmou: “Por isso, e diante da proposta feita nesta terça-feira, se houver paralisação, o responsável será o governo do Estado”.

Campanha salarial dos trabalhadores do metrô de São Paulo

Já o Metrô considerou “precipitado” o anúncio de paralisação e informou que acionará o Paese (Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situações de Emergência) para minimizar transtornos que venham a ser causados pela greve. “Com o anúncio de greve, a SPTrans deverá readequar as linhas de ônibus para assegurar o transporte de passageiros ao centro da cidade. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) será igualmente acionada para montar esquema especial de trânsito. À Policia Militar caberá o reforço do policiamento”, diz trecho da nota.

Atualmente, são cerca de 8.700 trabalhadores no setor, para um movimento diário, durante a semana, de até 3,7 milhões de usuários.

Efetivo mínimo descartado

Em entrevista ao UOL Notícias ontem, o vice-presidente do sindicato dos metroviários do Estado de São Paulo, Sérgio Renato da Silva Magalhães, descartou a possibilidade de efetivo mínimo de trabalhadores nas linhas que vierem a parar, caso a assembleia assim o decida –no caso, as linhas um-azul, dois-verde, três-vermelha e cinco-lilás.

 “Isso será objeto de discussão na assembleia, mas acreditamos que essa é uma responsabilidade do governo –se as linhas operam no limite com 100% dos funcionários, em estado crítico, entendemos que seria uma irresponsabilidade deixá-las operando com menos que isso da mão-de-obra. Seria temerário”, defendeu.

Fonte: UOL.com.br

“UOL Notícias” – Publicado em 31/05/2011 às 13h00

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