Pequenos agricultores exigem renegociação de dívidas

Por Rachel Duarte
Do Sul 21

Lutando pela garantia de inclusão real dos pequenos agricultores no Plano Safra 2011, a ser lançado pelo governo federal na próxima sexta-feira, os movimentos sociais ligados ao setor estiveram reunidos nesta segunda por três horas com o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário. A conversa segue nesta terça. O principal ponto a ser acertado é a renegociação das dívidas de pequenos agricultores com a União.

“A reunião foi boa. Foram abertos os diálogos com o governo para que, até o lançamento, os gargalos do plano sejam contornados e eles possam contemplar os movimentos do campo de fato”, disse ao Sul21 o dirigente da Via Campesina, Plínio Simas, ao sair da reunião.

Segundo o que já foi divulgado oficialmente pelo governo federal, o Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012 terá R$ 16 bilhões para a agricultura familiar. Porém, no acesso ao crédito, os pequenos agricultores não se sentiram contemplados com o que foi delimitado no programa. “Tem que haver a garantia de que este plano atenda todos os agricultores que têm necessidade de crédito. E isso significa renegociar as dívidas dos pequenos agricultores”, explicou Plínio.

A renegociação das dívidas, estimadas pelos movimentos sociais em 12% de pequenos agricultores brasileiros, foi o principal ponto da longa conversa com o interlocutor da presidente Dilma Rousseff. “Sem renogociar as dívidas, irão oferecer Plano Safra para quem?”, indaga Simas. Até a véspera do lançamento do Plano Safra 2011, os movimentos sociais esperam ter tido seus pleitos atendidos.

O endividamento do setor é tão grave que a situação reuniu movimentos sociais politicamente distantes. Nesta quarta, a Via Campesina, a Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf) e a Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag) realizam manifestações conjuntas em todo o Rio Grande do Sul.

Em coletiva nesta segunda, o presidente da Fetag Elton Weber destacou que somente em 2011 vencem mais de R$ 2,5 bilhões do Pronaf no Estado. “A crescente inadimplência dos agricultores familiares junto aos agentes financeiros deverá se agravar nos próximos 60 dias e poderá comprometer o acesso dos agricultores familiares aos recursos no Plano Safra. Isto provocará um impacto significativo na economia gaúcha”, alertou.

Fonte: MST.org.br

“Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra” – Publicado em 29/06/2011 às 08h53

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