Cerest de Campinas-SP revela sucateamento e pressão contra fiscalização

Coordenador reclama da falta de recursos e de funcionários no órgão

PAULO REDA – CAMPINAS

Matheus Reche | TodoDia Imagem

Sindicatos de trabalhadores querem investimentos no Centro de Referência
A coordenadoria do Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador), de Campinas, confirmou as denúncias de sucateamento do órgão e revelou, durante reunião realizada ontem de manhã com funcionários, usuários e representantes de sindicatos, que deixou de implantar programas por falta de recursos e falta de funcionários. O órgão também confirmou a pressão de empresas contra a administração para limitar a atuação em casos de acidentes de trabalho e contaminações por produtos químicos.De acordo com o coordenador-adjunto do Cerest, Alexandre Polli Beltrami, foi encaminhado ontem ao prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) e ao secretário municipal de Saúde, José Francisco Kerr Saraiva, um ofício com dados da precariedade de condições em que o serviço funciona hoje.

Beltrami disse que, com a demissão de mais um médico, o Cerest passará a atuar com apenas dois profissionais da área – um deles dedicado exclusivamente ao serviço de vigilância feito em empresas. “Com isso, teremos só um médico no atendimento ao público”, ressaltou.

O Cerest funciona com financiamento compartilhado entre o Ministério da Saúde e a Prefeitura de Campinas, mas esses recursos nem sempre chegam no prazo previsto para o órgão, o que já comprometeu a implantação de serviços inseridos no PAM (Plano de Ação e Metas). “Posso citar o projeto de atendimento a acidentes de trabalho graves e o programa de saúde mental do trabalhador, entre outros”, ressaltou.

Beltrami revelou ter conhecimento de pelo menos um caso de pressão contra o órgão, de uma empresa que questiona a competência do Cerest para atuar em casos de acidentes e contaminações. “Para mim, o nome disso é intimidação. Seria um prato cheio para as empresas se nossas ações fossem inibidas”, disse Beltrami.

Os sindicatos de trabalhadores e associações de vítimas de acidentes de trabalho organizam uma agenda de manifestações e protestos contra o sucateamento do órgão. Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, Jair dos Santos, o Cerest é uma conquista histórica dos trabalhadores que não pode ser alvo de um desmonte “inaceitável”.

“Não interessa para as empresas que tenhamos um local neutro para a avaliação de casos de saúde do trabalhador”, destacou. Para Santos, é fundamental o repasse de verbas da Rede Nacional de Atenção à Saúde do Trabalhador diretamente ao Cerest.

A Secretaria de Saúde disse ontem que não tinha conhecimento das reivindicações discutidas na reunião.

Fonte: portal.tododia.uol.com.br

“Jornal Todo Dia” – Publicado em 08/07/2011 às 13h28

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