Indústria nacional perdeu espaço ao longo dos anos na economia mundial

Os produtos importados roubam terreno dos veículos, dos têxteis, da metalurgia, máquinas e equipamentos. No setor de materiais eletrônicos já são maioria.

Com o dólar barato, os produtos importados estão invadindo o mercado brasileiro e roubando espaço da nossa indústria. Até nossos biquínis estão sofrendo com a competição chinesa.

A Índia é novo Cep da gigante brasileira de calçados. Serão novel mil novos empregos em dois anos. Presidente da Vulcabrás, Milton Cardoso, explica que ficou mais barato produzir do outro lado do Atlântico o que é vendido no Brasil.

“Um trabalhador no Brasil custa muito mais caro no Brasil do que na Índia ou na China ou no Vietnã ou na Malásia. Vai à contra-mão do nosso modelo, mas as variáveis de competitividade externa nos obriga a tomar essa decisão”, fala o presidente da Vulcabrás, Milton Cardoso.

Não é só para indústria de calçados que a concorrência asiática é uma pedra no sapato. Ano a ano, a indústria nacional perde espaço na economia. Nos anos 80, produzia 35% da riqueza nacional. Hoje, gera pouco mais de 15% do PIB.

Os produtos importados roubam terreno dos veículos, dos têxteis, da metalurgia, máquinas e equipamentos. No setor de materiais eletrônicos já são maioria.

Uma caixa de aço que sobe e desce é o que se tornou o elevador depois que a China se apropriou da tecnologia e entrou no mercado. O país asiático faz 300 mil elevadores por ano, o Brasil faz nove mil.

As grandes fábricas brasileiras foram vendidas para as multinacionais, as que sobraram são pequenas, juntas têm só 10% do mercado nacional e aos poucos vão se tornando meras montadoras de produtos importados.

Escadas rolantes brasileiras viraram peça de museu. Não são mais fabricadas e no promissor mercado das esteiras rolantes, o Brasil nem colocou os pés.

“Nosso setor está sendo destruído pela indústria internacional de escadas e elevadores, eu acredito que mais cinco anos nós não teremos mais indústria de elevadores no Brasil”, fala o presidente do Sindicato das Empresas de Elevadores do estado de São Paulo, Jomar Cardoso Villarta.

Estrangeiras queriam vestir a lingerie brasileira. Um modelo vendeu quatro mil peças para uma das maiores varejistas da Europa e Estados Unidos. A empresa agora é cliente dos chineses.

Mas este não é o maior problema. “O grande problema hoje é a perda de competitividade no mercado interno, o maior absurdo hoje é a afronta contra o biquíni brasileiro, é a primeira vez que eu vejo importação de biquínis e maiôs para o Brasil”, diz o presidente do grupo Rosset, Ivo Rosset.

Fonte: Globo.com

“Jornal da Globo” – Publicado em 27/07/2011 às 01h34

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