Famema entra em greve no dia 12/09 e pode parar até 70% do atendimento

ASSEMBLEIAS realizadas ontem no HC (Hospital das Clínicas) e HMI (Hospital Materno Infantil) decidiram paralisar o Complexo Famema a partir da próxima segunda-feira, 12.
ASSEMBLEIAS tem sido constantes na Famema; a partir do dia 12 complexo estará em greve

A greve pode atingir até 70% do atendimento prestado nos quatro hospitais, ambulatórios e faculdade, entretanto deve manter serviços de urgência e emergência.

A greve ainda não foi comunicada oficialmente ao Ministério Público do Trabalho. A direção da Famema afirma que ainda aguarda documento oficial sobre a paralisação. Por dia, a estrutura realiza em média de 3,3 mil procedimentos. Com uma paralisação de 2/3, mais de 2,3 mil atendimentos podem deixar de ser feitos.
A greve vai atingir setores de enfermagem, serviços administrativos e manutenção nos hospitais das Clínicas, Materno Infantil, São Francisco, hospital de Olhos, ambulatório Mário Covas e NGA (Núcleo de Gestão Assistencial).
A última greve no complexo de saúde aconteceu em 2008 e provocou transtornos à população durante seis dias. O movimento terminou sem conquista de reajuste e o acordo, à época, apenas revalidou a convenção aprovada no ano anterior.
A paralisação foi convocada pelo SinSaúde (Sindicato dos Estabelecimentos de Saúde da Região de Campinas). Segundo informações do diretor regional, Aristeu Carriel, cerca de 150 trabalhadores participaram das assembleias. Ele admite que a participação foi pequena, já que a instituição conta com cerca de 2.200 funcionários.
“Durante a semana vamos visitar todas as unidades de saúde e os setores do complexo, para dialogar sobre a importância da mobilização. Na sexta-feira (09) haverá nova assembleia e acreditamos em maior adesão”, afirmou Aristeu.
O sindicalista confirma que ainda falta formalização da greve, com comunicado ao Ministério do Trabalho, Ministério Público do Trabalho e à própria instituição, mas acredita que como os trabalhadores já estão “em estado de greve” há mais de um mês, o protocolo deve ser rápido.
O SinSaúde reivindica reajuste de 27,65, para corrigir perdas salariais entre 2007 e 2010. Segundo Aristeu, a pauta de reivindicações foi protocolada em abril, para cumprimento de data base em junho, porém não houve negociação.
O diretor geral da Famema, José Augusto Alves Ottaiano (em viagem a um congresso médico) disse ontem que tomou conhecimento da convocação do sindicato e espera que seja encontrada uma saída, para evitar prejuízos à população. Ottaiano reiterou que o complexo Famema é uma autarquia estadual e, embora os trabalhadores não tenham vínculo empregatício com o Estado, são remunerados com o repasse de verbas públicas.
“Não sei que nível de profundidade essa greve pode ter. Somos solidários às reivindicações e já levamos a proposta à secretaria de Saúde. Esperamos que uma eventual iniciativa de greve não se confirme, porque o principal prejudicado será a população”, disse Ottaiano.
Fonte: CorreioMariliense.com.br
“Jornal Correio Mariliense” – Publicado em 06/09/2011 às 19h53
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