Sindicato de São Paulo acusa McDonald’s de explorar funcionários

Da Agência Senado
Em Brasília

  • A assessoria de imprensa negou as acusaçõesA assessoria de imprensa negou as acusações

A rede de lanchonetes McDonald’s foi acusada pelo sindicato dos garçons de São Paulo de explorar funcionários sob o pretexto de utilizar uma jornada de trabalho “móvel e variável”. A acusação foi feita em audiência pública ocorrida nesta segunda-feira (10) no Senado.

De acordo com a denúncia, nos momentos de menor movimentação em suas unidades, a rede faz com que parte de seus empregados permaneça em uma “sala de descanso”, onde ficam à disposição do McDonald’s, mas sem receber pelo horário em que ficam no local.

Ainda segundo a denúncia feita na audiência pública pelo Sindicato dos Trabalhadores no Comércio e Serviços em Geral de Hospedagem, Gastronomia, Alimentação Preparada e Bebida a Varejo de São Paulo e Região (Sinthoresp), funcionários da rede McDonald’s, em alguns meses, recebem menos de R$ 230.

O diretor de relações governamentais do McDonald’s, Pedro Parizi, disse durante a audiência que a rede tem cerca de 40 mil funcionários em todo o país e “talvez tenha cometido um ou outro deslize”.

“As exceções não podem se tornar marcas de uma empresa. Se isso aconteceu, estamos aqui para dialogar”, afirmou ele, ressaltando que o McDonald’s vem adotando diversas ações para evitar problemas como esse.

Nota oficial

A assessoria de imprensa da empresa que representa a marca divulgou uma nota oficial sobre o caso. Leia a íntegra:

A Arcos Dorados, que representa a marca McDonald’s no Brasil, tem a informar que:

1) realiza o pagamento de todas as horas em que o funcionário está à disposição no restaurante, desde o momento em que chega até o que sai.  A empresa foi uma das primeiras a adotar o ponto eletrônico biométrico no país, que registra todo o período trabalhado.

2) paga o piso salarial determinado por todos os sindicatos que representam a categoria em cada cidade onde atua, que é sempre maior que o salário mínimo para o caso de quem cumpre a jornada integral de 44 horas semanais.

3)  paga o piso pelo valor da hora trabalhada determinado pelos sindicatos que representam a categoria nos casos em que os funcionários optam por uma jornada part-time, de modo a poder conciliar o tempo de trabalho com o de estudos. É importante enfatizar que a empresa só contrata funcionários que já tenham concluído ou estejam cursando o Segundo Grau.

4)  A empresa informa que apurará qualquer caso que fuja à sua política aqui externada e que qualquer episódio pontual deve ser tomado como exceção e não como a política corporativa da empresa.

5) Pelo décimo-terceiro ano, a marca foi reconhecida pelo Great Place to Work como uma das melhores empresas para se trabalhar no país, com destaque para as oportunidades profissionais e por ser uma das maiores geradores de emprego formal. A companhia possui um compromisso em cumprir rigorosamente a legislação trabalhista e segue o que é previsto e reconhecido por lei.

Fonte: UOL.com.br

“UOL Notícias | Cotidiano” – Publicado em 10/10/2011 às 17h28

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