476 milhões de trabalhadores vivem extrema pobreza no mundo, diz OIT

Dado é de 2010; em 1991, 876 milhões viviam com menos de US$ 1,25/dia. China foi responsável pela maior parte da melhora no cenário mundial.

Do G1, em São Paulo

Excluindo China, número de trabalhadores pobres cresceu no mundo em 20 anos

Cerca de 476 milhões de trabalhadores com mais de 15 anos viviam com menos de US$ 1,25 por dia em 2010, segundo pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgada nesta segunda-feira (17). Com essa renda, esses trabalhadores são classificados pela entidade como em “extrema pobreza”. Em 1991, no entanto, o número era consideravelmente maior: 874 milhões.

No mesmo período, o número de pessoas vivendo com menos de US$ 2 (faixa considerada de pobreza) recuou de US$ 1,25 bilhão para 942 milhões. No Brasil, dados de 2007 apontam que havia 9,88 milhões de trabalhadores vivendo com menos de US$ 1,25, e 24,1 milhões com menos de US$ 2.

A China foi responsável pela maior parte da melhora no cenário mundial. Excluindo o país asiático, o resto do mundo tirou apenas 23 milhões de pessoas da extrema pobreza, de 437 milhões para 414 milhões de 1991 a 2010. Também excluindo a China do cenário, o número de trabalhadores abaixo da linha de pobreza teve alta no mesmo período, de 697 milhões para 794 milhões.

“Em grande parte por conta da rápida redução da pobreza na China, o leste asiático teve o maior progresso na redução da pobreza nas últimas duas décadas, enquanto a África Subsaariana e o Sul Asiático agora respondem por uma participação muito maior dos trabalhadores pobres do que em 1991”, aponta a OIT.

Renda e desemprego
O relatório da OIT também aponta que a crise econômica teve um impacto considerável sobre os rendimentos. Enquanto a renda cresceu cerca de 2,7% em 2006 e 2,8% em 2007, a expansão perdeu força no ano seguinte, para 1,5%, registrando alta pouco maior no ano seguinte, de 1,6%.

O desemprego de longo prazo cresceu em 29 de 40 países no pico da crise em 2009. Em 2010, a situação piorou, com alta do desemprego em todos os países analisados, à exceção de Israel, Alemanha, Coreia do Sul e Turquia. “Os aumentos mais dramáticos foram registrados nos países bálticos, na Irlanda e na Espanha”, diz o relatório.

Fonte: G1.com

“G1 Economia” – Publicado em 17/10/2011 às 16h51

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