Notificação de acidentes de trabalho aumenta 65% em Araraquara-SP

Lei municipal de abril de 2010 tornou registro dos casos obrigatório, elevando a estatística

Por Luiza Pellicani

Equipamentos de Proteção Individual são imprescindíveis em atividades que oferecem risco iminente  (Foto: Raquel Santana)

Equipamentos de Proteção Individual são imprescindíveis em atividades que oferecem risco iminente

Apenas alguns segundos de desatenção no trabalho, mas eles custaram muito caro ao jovem Fernando José Brito Pedroso, de 19 anos. No dia 7 de abril, ele prendeu uma das mãos em uma máquina de embalagem e perdeu os dedos. Desde então, passou por quatro cirurgias e deve ser operado mais uma vez nos próximos meses. “Nunca pensei que isso pudesse acontecer comigo”, diz.

Para conseguir seguir normalmente com a vida, o jovem conta com o apoio de uma psicóloga colocada à disposição dele pela empresa. “Eles têm me ajudado muito desde quando tudo ocorreu”, diz Pedroso, que prefere não identificar a empresa onde trabalha para resguardá-la.

Ele engrossa as estatísticas de acidentes de trabalho em Araraquara, que aumentaram 65% entre janeiro e junho deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do Centro de Referência de Saúde do Trabalhador (Cerest). Araraquara fechou o primeiro semestre de 2011 com 2.207 casos notificados. No mesmo período do ano passado, foram 1.338.

O aumento não reflete uma elevação direta dos acidentes, de leves a graves, mas decorre da obrigação do registro de agravos e doenças de trabalho, conforme determina a lei municipal nº 70.244, sancionada em 30 de abril do ano passado.

Segundo a gerente do Cerest, Matilde Daminae, esse crescimento de notificações deve-se à lei, mas também à capacitação de profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e ao aquecimento do mercado de empregos na cidade. “Eles foram orientados a fazerem as notificações dos casos de acidentes de trabalho”, afirma.

Queda nas mortes

Um dos índices comemorados pelos profissionais do Cerest foi a redução de mortes em 70%. No primeiro semestre do ano passado, foram registrados dez acidentes fatais; em 2011 foram apenas três. “Ano passado, tivemos muitos casos de morte de pessoas em acidentes de moto quando iam trabalhar. Neste ano, o problema está controlado”, afirma Matilde, lembrando que acidentes no trajeto entre a casa e a empresa e vice-versa também são classificados como de trabalho.

Cerest vistoria empresa de origem do acidentado

O Centro de Referência de Saúde do Trabalhador (Cerest) realiza atendimentos de casos de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Quem procura a unidade é recebido por uma equipe multiprofissional, que atende a todos os casos com suspeita de agravos à saúde relacionados ao trabalho. Os serviços são destinados a autônomos, domésticas, trabalhadores rurais, funcionários de empresas privadas e servidores públicos.

Uma equipe técnica também é enviada para o local de trabalho do paciente para uma análise de toda a sua vida profissional. São verificadas desde as atividades relacionadas à função exercida e tempo de trabalho diário até os riscos efetivos da profissão e do cargo. A ideia é comprovar se o problema está diretamente relacionado ao trabalho.

Fonte: Araraquara.com

“Notícias | Cidade” – Publicado em 07/08/2011 às 03h00

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